Por sorte, o trânsito na Via Lagos estava bastante fluído, apesar do início do feriadão. O dia, que começara com um solzinho tímido, ia nublando pouco a pouco, como resultado da chegada de uma frente fria. Por um lado isso era ótimo, já que não torraríamos devido à falta de sombra. No entanto, por outro, os visuais poderiam ficar prejudicados. E foi o que aconteceu.
Iniciamos a caminhada na lanchonete Pedra Bonita, onde deixei o carro, às 9h. Andamos uns 200m pela rodovia, até a entrada no sítio onde acessaríamos a pedra. Falamos com o caseiro, que já estava avisado de nossa visita, compramos bananas e botamos o pé na trilha. Digo, no pasto.
Na realidade, praticamente todo o trajeto deste roteiro se dá por tal tipo de terreno, que oferece vantagens e desvantagens. Entre as primeiras, estão a sensação de amplidão e a facilidade de orientação. Já em relação às segundas, a monotonia do percurso e o risco de se pegar carrapatos são as principais (embora não se tenha sido notícia de que os participantes tenham encontrado algum micuim).
Chegamos ao cume às 11h. O capim sapê estava tão alto que não havia lugar para sentar, como previra o proprietário do sítio. Por isso, abrimos uma clareira de aproximadamente 50m² amassando o capim com os pés. O resultado nos permitiu não apenas ter acesso às vistas mesmo sentados, mas também proporcionou uma espécie de colchão, extremamente macio e interessante. O mesmo serviu inclusive para uma sesta coletiva pós-lanche.
De nosso confortável mirante, podíamos visualizar picos como os do Caledônia, em Friburgo, e do Pharaó, em Silva Jardim, além das serras dos Castelhanos e do Mato Grosso, mais próximas. Também víamos lagoas, como as de Juturnaíba (doce), de Saquarema e de Araruama, assim como o oceano e algumas praias – dentre elas a Seca e da Vila. Assim, mesmo com a visibilidade prejudicada pela névoa, conseguimos usufruir de grande parte do maior atrativo deste percurso, ou seja, suas paisagens.
Ficamos algo em torno de uma hora em nosso nicho, iniciando a descida pouco depois da sesta. Curiosamente levamos o mesmo tempo da subida, possivelmente devido a um cuidado maior com os desníveis dos caminhos de boi. Ou seria a vontade de ir curtindo com mais calma os belos visuais rurais?
Chegamos ás 14h à lanchonete. Encerramos o passeio comendo deliciosos pasteis feitos na hora.
Nossos agradecimentos ao Arnupho, pela permissão da visita e pela simpatia.
Abraços,
Cássio Garcez