Nitvista
Bate-papo
Fotos da Cidade
Fortes
MAC
Nictheroy
Aéreas
Praias
Outras Fotos
Noitada|Agito cultural
Cinemas
Shows, Festas e Boates
Bares
Restaurantes
Exposições
Peças
Cursos e Palestras
Outros Eventos
Nikitinautas
Cadastro
Login
Informações Gerais
Censo 2000
Das Regiões
Dos Bairros
História
Outras Informações
Artista do Mês
Postal Nitvista
Turismo
Pontos Turísticos
Hotéis e Campings
Outros
Preserve Itacoatiara
Condições do Mar
News
Galera da Praia
Ecologismo
Previsão do Tempo
Enquetes
Trânsito online
Câmeras na cidade
Câmeras - Ponte Rio - Niterói
Religião
Telefones úteis
Anuncie no Nitvista
Equipe Internit
Fale Conosco

Postal Nitvista Nikitinautas Noitada e Agito Cultural Bate-papo

Ecoando - Ecologia e Caminhadas

Home O Ecoando Atividades Programação Participe Ecodicas Notícias Coordenação
  Ecopoesia Depoimentos Galeria de Fotos Contato Destaques Artigos Diário de Trilha Associe-se  
 
  Notícias    
  Violência impede gestão da Reserva Darcy Ribeiro
17/09/2017
 
 

Embora este setor do Parque Estadual da Serra da Tiririca seja dominado por traficantes e eventualmente haja registros de violência urbana em outras trilhas da cidade, a maior parte das mesmas ainda pode ser considerada segura para se caminhar.

 

POR LÍVIA NEDER - Jornal O Globo-Niterói

 

Com uma vista de 360 graus e 407 metros de altitude, a Pedra do Cantagalo é o segundo ponto mais alto da cidade, ficando atrás apenas do Alto Mourão, com 412 metros. Cercado por uma natureza deslumbrante e pouco conhecido até mesmo por niteroienses, o cume teria todos os requisitos para ser o símbolo do montanhismo em Niterói não fosse pelo domínio do tráfico de drogas nas trilhas de acesso. Incorporada ao Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset) há cinco anos, a Reserva Ecológica Darcy Ribeiro, criada por lei municipal há duas décadas, continua, em grande parte do seu território, apenas no papel. Ações ambientais e visitações às trilhas na maior área contínua da Mata Atlântica nativa da cidade estão na mira de traficantes e criminosos que utilizam os acessos para desmanche de carros roubados e rota de fuga.

 

Se a prática das trilhas vem ganhando cada vez mais adeptos e sendo incentivada com novas opções como a recém-inaugurada Travessia Tupinambá, que liga o Parque da Cidade a Piratininga, nas trilhas da Reserva Darcy Ribeiro o passeio não é indicado nem mesmo pela administração do parque, diferentemente do que ocorre em trilhas demarcadas e monitoradas pelo Peset, como o Costão e o Alto Mourão, com placas e presença de guarda-parques. O alerta de perigo também é dado por moradores já na estrada de acesso.

 

— Se for fazer a trilha, não deixe o carro na entrada. Podem confundir com carro de desmanche e, quando você voltar, vai estar depenado — orienta um senhor na pacata Estrada Frei Orlando, no bairro Jacaré, ao ser questionado por um praticante de caminhadas sobre o local exato do acesso à trilha do Cantagalo, que fica no final da via de terra.

 

Não existe sinalização indicando o início da trilha. Moradores de boa vontade indicam a entrada, que fica à esquerda. Seguindo direto pela estrada de chão, que liga o bairro ao condomínio Vila Romana, em Pendotiba, dezenas de carcaças abandonadas contrastam com a vegetação predominante da área de proteção. Voltando à trilha da Pedra do Cantagalo, outras surpresas pelo caminho como bichos-preguiça e nascentes de águas cristalinas impressionam ainda mais. Mas o perigo também está por ali: traficantes armados costumam questionar a presença de caminhantes e monitoram a entrada à subida da pedra com radiotransmissores, “autorizando” a escalada final.

 

Membro do conselho consultivo do Peset, o ambientalista Cassio Garcez, do grupo Ecoando, Ecologia e Caminhadas, destaca que o problema na área Darcy Ribeiro é pontual e antigo. Ele afirma que, apesar de ser recomendado cuidado em trilhas próximas a comunidades dominadas por traficantes, nenhuma outra da cidade tem o mesmo perigo que essa.

 

— Já ouvimos relatos de fiscais que foram retirados e rendidos por traficantes, e já encaminhamos ofícios ao batalhão solicitando um patrulhamento, mesmo que pontual, nos fins de semana. Mas se o patrulhamento no asfalto está difícil com essa crise do estado, imagina nas trilhas, que são ambientes remotos. Sem segurança não é possível exercer qualquer atividade ali, seja de fiscalização ambiental, de monitoramento das trilhas ou de estudo — lamenta Garcez, ressaltando um exemplo bem-sucedido de fiscalização coordenada em outra trilha da cidade. — A trilha do Morro Santo Inácio (em São Francisco), que era tida como perigosa, com a criação do Parnit, passou a ter mais monitoramento e hoje já pode ser visitada tranquilamente.

 

Sem indicar solução, a administração do Parque da Serra da Tiririca admite a deficiência nessa região e diz, em nota, que “infelizmente em alguns pontos do estado temos conflitos dessa natureza e que o Instituto Estadual do Ambiente não coloca em risco seus servidores”.

 

À frente do 12ºBPM (Niterói) desde outubro do ano passado, o coronel Márcio Rocha informou não se lembrar de ter recebido demandas sobre a ação de criminosos nessas trilhas. O militar se comprometeu a fazer um levantamento no sistema de inteligência da PM para apurar denúncias e disse que vai procurar a administração do parque para avaliar em conjunto a necessidade de ações:

 

— Talvez haja uma falta de comunicação, mas me coloco à disposição e vou procurar a administração do parque para me inteirar sobre os problemas de segurança nessa região e programarmos ações de patrulha.

 

Em nota, a Secretaria municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade afirma que está planejando elaborar um estudo de recategorização da reserva para enquadrá-la em posição prevista no Sistema Nacional de Unidades de Conservação:

 

“Tendo em vista que grande parte da área da reserva também faz parte de área anexada ao parque estadual, a secretaria pretende inicialmente transformar a reserva em Parque Natural Municipal, visando à compatibilização de usos e objetivos de conservação, através de uma gestão compartilhada com o órgão estadual.”

 

 

(Disponível, em:https://oglobo.globo.com/rio/bairros/violencia-impede-gestao-da-reserva-darcy-ribeiro-21830823#ixzz4t2kQTcWP. Publicada na data em epígrafe. Foto: grupo do Ecoando no alto da Pedra do Cantagalo - Cássio Garcez)

 
  PRÓXIMO >  
  > 15/09/2017 - Plano Diretor: moradores cobram preservação de áreas verdes em Niterói  
  > 04/09/2017 - Projeto pede rebaixamento da restinga de Itacoatiara  
  > 28/08/2017 - Lagoa de Itaipu: assoreamento preocupa a população local  
  > 20/08/2017 - Ecoando completa 24 anos  
  > 05/08/2017 - Planeta estourou recursos naturais capazes de regeneração  
 
Ecoando - Ecologia & Caminhadas - Rua dos Jacarandás, 1024, Engenho do Mato - Niterói - RJ.
CEP: 24.344-565 Tel: (21) 2709-5435 / 99155-8777
 
Copyright Internit Ltda 1996-2001