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  Notícias    
  Projeto pede rebaixamento da restinga de Itacoatiara
04/09/2017
 
 

No meio de medidas necessárias e urgentes para proteger a restinga de Itacoatiara, como a retirada de espécies invasoras e o cercamento da vegetação, encontra-se a controversa e suspeita poda das árvores desse ecossistema, que supostamente serviria para resolver o problema da altura "incompatível" com os padrões histórico e típico dessa restinga, segundo estudo da Soami (associação que reúne os principais interessados nessa intervenção).

 

Tal projeto, que ainda depende da autorização do Inea, tem a cara do sentimento de propriedade e de prioridade sobre forasteiros que grande parte dos moradores desse bairro cultiva, arrogantemente, em relação à praia e outros bens públicos locais, a despeito do interesse coletivo e do direito difuso.

 

Não haveriam outros problemas mais emergenciais para serem tratados pelos trabalhadores da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos do que essas podas, que teriam a óbvia e lamentável finalidade de garantir a vista do mar para moradores em detrimento da própria saúde desse ecossistema?

(Comentários de Cássio Garcez)


POR: O GLOBO-NITERÓI

 

Proteção da vegetação, fechamento dos acessos à praia e poda seletiva nas plantas são os três principais pontos do projeto de restauração da restinga apresentado pela Sociedade dos Amigos e Moradores de Itacoatiara (Soami) à prefeitura de Niterói. A iniciativa aguarda o aval ou negativa do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), uma vez que o local está localizado na Zona de Amortecimento do Parque Estadual da Serra da Tiririca. Entre os pontos listados no documento, entretanto, pelo menos um gera controvérsia: o rebaixamento dos arbustos.

 

O diagnóstico elaborado pela Soami cita que houve crescimento desordenado de indivíduos nativos, que alcançaram “altura incompatível com padrão histórico da Restinga de Itacoatiara (conforme registros fotográficos) e com o padrão típico do ecossistema”. Para conter o problema, sugere o documento, seria necessário “fortificar e rebaixar os arbustos para retomar o tamanho recente ou original”. A poda facilitaria, também, a manutenção e o replantio de espécies rasteiras, “possibilitando o enriquecimento florístico e a diversidade, em linha com o princípio de restauração dos padrões morfológicos originais da Restinga de Itacoatiara".

 

PROCESSO NATURAL

 

De fato, fotografias de décadas passadas mostram que a altura da restinga era bem inferior à de hoje. Professora do Departamento de Biologia Geral da UFF, Janie Garcia, especialista em Propagação Vegetal e Recuperação de Áreas Degradadas, aponta que a substituição de espécies invasoras por nativas, prevista na restauração, é positiva ao local. Ela, entretanto, rebate que o crescimento esteja incompatível com “padrão histórico”.

 

— Não deve ser feita qualquer intervenção em espécies nativas a título de poda. Acredito que a vegetação se desenvolveu assim porque tenha muita matéria orgânica. Nas restingas, o desenvolvimento normalmente é limitado por fatores agressivos como o mar, o vento, a maresia e o solo, consequentemente, pobre. Por algum motivo, ali formou-se mais matéria orgânica — explica Janie Garcia. — Padrão histórico é o de quando não tinha o homem ali. Eu não vejo por que haver interferência no processo natural de desenvolvimento.

 

ESPÉCIES NATIVAS

 

Abusos na área da restinga, como despejo de lixo e o seu uso para necessidades fisiológicas, talvez expliquem a maior disponibilidade de matéria orgânica. Outro fator citado pela própria Soami foi o plantio de espécies nativas na década de 1980, como pitangueiras e aroeiras, com padrão de altura superior.

 

A presidente da Soami, Fernanda Atarian, explica que o principal interesse é fazer com que o poder público retome a conservação do lugar, degradado nos últimos anos.

 

— O que não pode é deixar como está. A gente convoca o poder público, mas o que vai ser retirado ou não será decidido após uma avaliação técnica — diz Fernanda. — Um ponto muito importante é a colocação de novas cercas. Elas previnem a degradação, então precisamos viabilizar isso antes do verão, quando cresce muito o volume de pessoas, independentemente do manejo.

 

A execução dos trabalhos será feito por técnicos da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos. A titular da pasta, Dayse Monassa, assegura que não existe orientação sobre o rebaixamento da restinga; apenas para a sua conservação:

 

— Existem várias reivindicações de moradores com relação à vista (prejudicada pela altura das plantas), mas o rebaixamento não está previsto.

 


(Disponível, em: https://oglobo.globo.com/rio/bairros/projeto-pede-rebaixamento-da-restinga-de-itacoatiara-21776931#ixzz4riwYQ1Pe. Publicada em 3/4/2017. Foto: a Praia de Itacoatiara vista de cima do Alto Mourão, em 1932, com a restinga dominando toda a área plana entre os morros - este o legítimo padrão histórico desse ecossistema. Autor: Karl Josef Fisher. Fonte: Facebook)

 
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